FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA, BRASILIA – DF, 23/MAR/2018

FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA, PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL, HORA DE REFLETIR E AGIR!

“Se não formos nós, quem? Se não for agora, quando?” (Slogan adotado no Movimento Ecobike lançado pela PIKI GO!).

No último dia 23 de março, um dia após o Dia Mundial da Água, deu-se o encerramento do Fórum Mundial da Água, organizado e realizado pelo Conselho Mundial da Água, presidido pelo brasileiro Benedito Braga, na capital federal, em Brasília. O mundo todo, a despeito das barbáries cometidas pelo homem no período, de ataque terrorista a assassinato de vereadora, deu uma paradinha rápida para discutir um elemento comum a todos os seres, sem o qual, a vida não viceja na terra: a água.

Como é sabido, apenas 3% de toda a água existente no mundo é doce, aproximadamente 70% existe em estado sólido, nas calotas polares e vapor, nas nuvens que embelezam o nosso céu e nos presenteiam com a chuva. Estima-se 30% em estado liquido em aquíferos e cerca de 0,5% (apenas meio por cento!) nos rios e lagos. Acredita-se que 12% deste contingente esteja no território brasileiro.

Embora tenhamos acompanhado à distância, as discussões visaram ao aumento da consciência das pessoas, sobretudo dos políticos, sobre o tratamento da água e esgoto, acesso à água, segurança hídrica, resiliência às mudanças climáticas, compartilhamento da água – aqui, um debate envolvendo mais de 250 bacias hidrográficas e os aquíferos em uso por um ou mais países. Concomitantemente, deu-se também o Fórum Alternativo servindo-se de um tema bastante atual: “Água não é mercadoria”, demonstrando a preocupação da nossa sociedade com as perspectivas de eventual privatização da água, algo que sequer deveria ser cogitado pois, água é um bem público, presente na constituição do corpo humano, e afinal, também somos água!

Segundo a ONU, ao propor o tema escolhido para 2018 “Soluções naturais para a água”, as soluções estão na natureza. Daí a necessidade de se investir em infraestrutura verde – plantio de florestas, reconexão de rios às planícies alagadas, restabelecimento de zonas úmidas para o reequilíbrio do ciclo da água, implantação de tratamentos naturais: água por meio de plantas filtrantes, esgotos por meio de micro-organismos, etc. Deve-se também, mitigar os impactos ambientais decorrentes da ação antrópica, descarte responsável dos resíduos sólidos, tratamento de efluentes líquidos, corrigir o desperdício, respeitar e recuperar nascentes e mananciais (grifo e conclusão nossa).

A este respeito, integramos a Delegação do Médio Norte Goiano, representada pelo Vereador Usiel Cabral, Presidente da Câmara Municipal de Santa Terezinha de Goiás, das Ambientalistas Daniele e Roberta (Meio ambiente Itapaci GO) e do advogado Ubirajara Ferreira, representando a PIKI GO! e a turma de Mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial da PUC GO na última COP23 (Conferência do Clima, da ONU), ocorrida em Novembro/2017, em Bonn, Alemanha. Lá, no ESPAÇO BRASIL, chamamos a atenção para a relação entre as Mudanças Climáticas e a grave Crise Hídrica que atingiu o Cerrado Brasileiro, especialmente os estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso e o seu impacto às pessoas, aos animais, ao meio ambiente na “caixa dágua do Brasil”, o cerrado.

  • caso queiram saber mais a respeito da nossa apresentação (Mudanças Climáticas e Crise Hídrica no Coração do Brasil), acessem o último Blog sobre a COP23, Bonn, Alemanha.

Lembramos que o mesmo homem que avança indiscriminadamente sobre nascentes e mananciais, provocando o desequilíbrio sobretudo pela ação de ordem econômica, pode reverter o quadro, de modo a transformar-se em “plantador de rios”. A resposta está mesmo na natureza. Dá para se buscar o reequilíbrio do ciclo das águas. Mas, somente será possível mediante uma efetiva e ordenada ação humana, sobretudo na mudança da relação do homem com o seu meio, derivada das Políticas Públicas corretas, adequadas ao desafio que o momento nos apresenta.

Há, também, um capítulo especial que não podemos ignorar e que também foi aventado no Fórum, a necessidade urgente de se oferecer a todos os brasileiros, o saneamento básico. Cerca de 60% das áreas urbanas são contempladas, principalmente no sudeste do Brasil, onde 83% da população é atendida. Mas, apenas 57% no CO, 49% no Sul, 35% no NE e apenas 14% no NO possuem o atendimento de coleta de esgoto. Tratamento de esgoto então, nem trataremos aqui…

Registramos a importância da participação da SECIMA – Secretaria do Meio Ambiente de Goiás, sob a batuta do Secretário Fernandes, dos seus membros, em especial do João Raiser e do Marcos Cabral, nossos interlocutores de primeira ordem na busca de se viabilizar o projeto “Águas da Vida” lançado pela PIKI GO! e objeto do Mestrado Desenvolvimento Regional PUC GO, na I Caminhada Ecológica Ago/2017, voltado ao mapeamento, status e proposta de melhoria dos mananciais hídricos que abastecem as cidades, ao longo do Rio Crixás, como forma de se recuperar a Mini-Bacia deste rio que, à mingua, resiliente, singra o cerrado do médio norte goiano.

Ubirajara Ferreira, PIKI GO!

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